SQ-LIP-000004 · v1.5 (arquivado) · Ver a versão atual →
O lipedema é subdiagnosticado, e ferramentas de rastreamento podem ajudar a identificá-lo?
Também perguntada como
- O lipedema costuma passar sem diagnóstico, e ferramentas de rastreamento poderiam melhorar sua detecção?
- O lipedema é frequentemente despercebido pelos médicos, e questionários de triagem ajudariam a identificá-lo?
- subdiagnóstico lipedema ferramentas rastreamento detecção
- Até que ponto o lipedema é pouco reconhecido, e instrumentos de rastreamento podem auxiliar na identificação dos pacientes afetados?
- Resposta atual
- O lipedema é muito provavelmente subdiagnosticado, com suporte convergente de múltiplos desenhos de estudo, contextos geográficos e níveis de evidência.
- Estado do conhecimento
- Provável · Confiança da evidência: muito baixa–baixa (GRADE) · Estabilidade: Estabilizando
- Evidência
- 21 favoráveis · 0 contrárias · 6 refinam / contexto
- ⚠ nenhuma indexada ainda — o registro pode sub-detectar evidência discordante (limitação conhecida)
- Limitação principal
- A afirmação mais forte — que o lipedema é subdiagnosticado — baseia-se em grande parte em evidências de baixo a muito baixo nível (inquéritos transversais, revisões narrativas…
- Mudança recente
- Resposta recompilada após curadoria humana dos claims. · v1.5
- Atualidade da evidência
- 67% recentes · mista
- Última atualização
- 2026-06-02 · v1.5
| Subdiagnóstico / subreconhecimento | aumenta | moderate (GRADE) | só sintomático |
| Evidência convergente; baixo reconhecimento médico e atraso diagnóstico de 25-26 anos documentado. | |||
| Triagem por questionário/sintomas — identificação de casos | misto | low (GRADE) | só sintomático |
| Alta especificidade/AUC ~0,86 mas baixa sensibilidade (0,46); levanta suspeita, sem validação externa. | |||
| Algoritmo clínico — discriminação lipedema vs linfedema | melhora | low (GRADE) | só sintomático |
| CART de 3 variáveis 100% de acurácia na amostra; fase de derivação, sem validação independente. | |||
| Ferramentas de imagem/medição (DXA, TSQ, BIS, US, TC, ICG, RM) — desempenho diagnóstico | misto | low (GRADE) | só sintomático |
| AUCs individuais 0,86-0,90 promissores mas RS achou 13 ferramentas inconsistentes, sem validação prospectiva. | |||
| Impacto da triagem no atraso diagnóstico / desfechos | não demonstrado | very_low (GRADE) | só sintomático |
| Nenhum estudo mostra que triagem reduz atraso ou melhora desfechos; benefício inferido, não comprovado. | |||
Com base nas evidências atualmente indexadas, o lipedema é muito provavelmente subdiagnosticado, com suporte convergente de múltiplos desenhos de estudo, contextos geográficos e níveis de evidência. Achados principais incluem: (1) ~81% dos pacientes com lipedema são classificados como sobrepeso/obesidade apenas pelo IMC, fazendo a investigação parar prematuramente; (2) apenas 71% dos pacientes que se apresentaram a uma clínica especializada na Arábia Saudita receberam diagnóstico clínico; (3) apenas 51% de 508 médicos turcos conheciam o termo 'lipedema' e apenas 29,9% já tinham visto ou encaminhado tais pacientes; (4) apenas 46,2% de 251 cirurgiões vasculares britânicos reconheceram o lipedema, e até 2012 ele estava ausente da codificação MeSH/EMBASE e ICD-WHO; (5) as diretrizes holandesas afirmam explicitamente que o lipedema é frequentemente mal diagnosticado ou erroneamente classificado como problema estético; (6) uma revisão sistemática de 61 estudos confirma subdiagnóstico crônico e diagnóstico equivocado como obesidade ou linfedema; e (7) múltiplas revisões narrativas e sistemáticas em diferentes países e anos caracterizam consistentemente o lipedema como subreconhecido, com prevalência estimada de ~10–20% em mulheres adultas (algumas fontes observam que esse número pode estar inflado pela incerteza diagnóstica). Atraso diagnóstico substancial está documentado: uma coorte espanhola mostrou atraso médio de 26,1 anos (início dos sintomas ~20 anos, diagnóstico ~46 anos), e uma coorte prospectiva encontrou tempo mediano até o diagnóstico de 25,5 anos para lipedema versus 12,1 anos para linfedema. Quanto às ferramentas de triagem, as evidências apoiam sua utilidade potencial, mas destacam limitações importantes, e as ferramentas devem ser julgadas PELO que detectam: a maioria visa aumentar a suspeita clínica ou o diagnóstico diferencial (lipedema vs obesidade/linfedema), NÃO confirmar a doença ou alterar seu curso. Abordagens baseadas em sintomas/questionários: um questionário autoaplicável atingiu ~91% de classificação correta (AUC 0,86); o QuASiL em português brasileiro mostrou 96,4% de compreensão; um questionário online validado (ponto de corte ≥12, AUC 0,86, especificidade 0,88 mas sensibilidade BAIXA 0,46) estimou prevalência de 12,3% entre mulheres brasileiras (~8,8 milhões); um estudo espanhol propôs que ≥6 de um conjunto definido de sintomas confere alta probabilidade diagnóstica; grandes coortes espanholas (1069 e 1803 pacientes) propõem estruturas clínicas multicritério; e um algoritmo CART de coorte prospectiva usando apenas três variáveis clínicas (equimoses, desproporção corporal, pés poupados) separou lipedema de linfedema com 100% de acurácia (na amostra, sem validação externa). Ferramentas objetivas/de medição em investigação incluem índice de massa gorda da perna/massa gorda total por DXA (AUC 0,90), teste sensorial quantitativo (escore z combinado PPT+VDT, AUCs ~0,86–0,91), espectroscopia de bioimpedância distinguindo lipedema estágio 1 e doença de Dercum, pontos de corte de espessura subcutânea por ultrassom (incluindo um algoritmo clínico-ultrassonográfico proposto para o subreconhecido lipedema abdominal), TC sem contraste (95% sensibilidade, 100% especificidade em uma revisão), linfografia por ICG, linfangiografia por RM e genotipagem de IL-6 combinada com índices de composição corporal. No entanto, uma revisão sistemática de alta qualidade de 20 estudos encontrou 13 ferramentas diferentes de imagem/medição com protocolos inconsistentes e relato clinimétrico limitado, e uma revisão sistemática separada de estudos de imagem encontrou desempenho diagnóstico limitado e ausência de dados comparativos prospectivos. Nenhuma ferramenta isolada de triagem ou imagem foi validada em grandes coortes prospectivas independentes; o diagnóstico ainda se baseia em critérios clínicos devido à ausência de biomarcadores específicos, e a triagem sistemática ainda não é prática padrão.
Uma síntese renderizada da evidência atualmente indexada — versionada, não um veredito.
⚙ Consolidação por IA: Claude Opus 4.8 · 2026-06-02 — limitada à evidência; a IA não opina
Resposta recompilada após curadoria humana dos claims.
Atualidade da evidência = proporção das 36 fontes de evidência indexadas dos últimos 5 anos (mais nova 2026, mais antiga 2008) . Baixa atualidade sinaliza uma base de evidência envelhecendo — não que a resposta esteja errada.
Evidência ao longo do tempo
favoráveis contrárias refinam / contexto Cada ponto é um estudo, posicionado pelo ano e colorido conforme o claim vinculado apoie ou contrarie a resposta. À medida que o laço de vigilância roda, revisões de claims e novas evidências estendem esta linha do tempo.
Escolha um formato (Vancouver é o padrão). Citar uma versão captura o estado da evidência naquela data; esta página mostra a versão atual — veja o histórico de versões.
Claims favoráveis
- SCR-LIP-000007 favoráveis
Como a obesidade é definida apenas pelo IMC (que ignora a distribuição de gordura), o lipedema é frequentemente subdiagnosticado quando a investigação para num diagnóstico de obesidade; ~81% das pacientes com lipedema são classificadas como sobrepeso/obesas pelo IMC.
Ultrasound criteria for lipedema diagnosis — Amato et al. (2021) · Amato ACM, 2021 - SCR-LIP-000008 favoráveis
Um questionário de rastreamento de lipedema autoaplicável alcança alta probabilidade de classificação correta (~91%) entre mulheres com e sem lipedema, apoiando seu uso para elevar a suspeição clínica.
Criação de questionário e modelo de rastreamento de lipedema — Amato et al. (2020) - SCR-LIP-000009 favoráveis
O questionário brasileiro de sintomas do lipedema (QuASiL) foi traduzido, adaptado e validado, com alta compreensão e escores de intensidade que se correlacionam com o volume dos membros por bioimpedância segmentar.
Tradução, adaptação cultural e validação do questionário de avaliação sintomática do lipedema (QuASiL) — Amato et al. (2020) - SCR-LIP-000062 favoráveis
Uma revisão narrativa das evidências de 2020–2025 conclui que o rastreamento sistemático de lipedema é necessário ao estudar relações entre dor e inflamação em mulheres com obesidade, pois o lipedema não reconhecido pode agrupar dor em fenótipos de gordura periférica e enviesar comparações entre fenótipos androide e ginoide.
Dor crônica e biomarcadores inflamatórios em mulheres com obesidade: Impacto dos Fenótipos Adiposos e Lipedema — Silva et al. (2026) - SCR-LIP-000064 favoráveis
Em um estudo transversal com 115 pacientes do sexo feminino na Arábia Saudita, apenas 71% receberam diagnóstico clínico de lipedema apesar de se apresentarem em uma clínica especializada, e os autores caracterizam isso como uma alta taxa de subdiagnóstico que requer maior conscientização.
Characteristics and Clinical Features of Patients with Lipedema in Saudi Arabia: A Cross-sectional Comprehensive Assessment — Alosaimi et al. (2024) · Lipedema awareness and knowledge level among medical doctors in Turkey: A cross-sectional study highlighting the diagnosis and treatment gap — Bagatir et al. (2025) - SCR-LIP-000065 favoráveis
Em uma coorte de 1803 pacientes espanholas com lipedema, 60,6% foram diagnosticadas durante os anos reprodutivos com idade média de 42,9 anos, e o estudo apresenta uma nova abordagem de avaliação clínica incluindo múltiplos marcadores de comorbidades (ex.: suspeita de alta permeabilidade intestinal em 99%, dor trocantérica bilateral em 97,4%, hiperlaxidão ligamentar em 95,8%) que podem ajudar os médicos a identificar e compreender melhor a condição.
Clinical Signs at Diagnosis and Comorbidities in a Large Cohort of Patients with Lipedema in Spain — Simarro Blasco et al. (2025) - SCR-LIP-000066 favoráveis
Um estudo transversal com 1069 pacientes espanhóis identificou um problema real no diagnóstico da lipedema e propôs que pacientes que apresentam seis ou mais critérios diagnósticos definidos têm alta probabilidade de ter lipedema, apoiando o rastreamento ativo com critérios baseados em sintomas.
The Advanced Care Study: Current Status of Lipedema in Spain, A Descriptive Cross-Sectional Study — Carballeira Braña & Poveda Castillo (2023) - SCR-LIP-000068 favoráveis
As diretrizes holandesas sobre lipedema concluem que a condição é frequentemente diagnosticada de forma incorreta ou classificada erroneamente como problema estético, e recomendam um conjunto mínimo de medidas clínicas repetidas (circunferência da cintura, circunferências dos membros, IMC e pontuação de sofrimento psicossocial) para garantir a detecção precoce.
First Dutch guidelines on lipedema using the international classification of functioning, disability and health — Halk & Damstra (2017) - SCR-LIP-000069 favoráveis
O lipedema frequentemente não é reconhecido ou é diagnosticado erroneamente, apesar de uma prevalência estimada de 10% na população feminina geral, e o diagnóstico atualmente depende apenas de critérios clínicos devido à falta de biomarcadores específicos ou instrumentos de medição objetivos.
Lipedema—Pathogenesis, Diagnosis, and Treatment Options — Kruppa et al. (2020) · Lipedema: Clinical Features, Diagnosis, and Management — Mortada et al. (2025) · Lipoedema is not lymphoedema: A review of current literature — Shavit et al. (2018) · Lipedema: What we don’t know — van la Parra et al. (2023) - SCR-LIP-000070 favoráveis
Uma revisão sistemática de 61 estudos constatou que a lipedema é cronicamente subdiagnosticada e confundida com obesidade ou linfedema, retardando o tratamento, e identificou a necessidade de critérios diagnósticos padronizados e desfechos relatados pelos pacientes validados para melhorar o reconhecimento.
Lipedema Diagnosis, Clinical Manifestations, and Therapeutics: A Systematic Review — Vazirnia et al. (2026) - SCR-LIP-000275 favoráveis
Utilizando um questionário de rastreamento online previamente validado (ponto de corte ≥12 pontos, AUC 0,8615, especificidade 0,88, sensibilidade 0,46, VPP 0,767), um estudo de amostra representativa estimou a prevalência de lipedema em 12,3% entre mulheres brasileiras de 18-69 anos, correspondendo a cerca de 8,8 milhões de mulheres com sintomas sugestivos.
DOI:10.1590/1677-5449.202101981 - SCR-LIP-000276 favoráveis
Em uma coorte cirúrgica de lipedema, o envolvimento abdominal foi encontrado em 31% das pacientes em estágio II e 70% em estágio III e foi descrito como subreconhecido; os autores propõem um algoritmo diagnóstico clínico-ultrassonográfico (critérios máximos, maiores e menores, incluindo nódulos subcutâneos hiperecoicos) para melhorar a identificação do lipedema abdominal.
DOI:10.1007/s00266-025-05192-1 - SCR-LIP-000277 favoráveis
Em pacientes não-obesas com lipedema, o QST padronizado (protocolo DFNS) revelou alterações seletivas em apenas 2 de 13 parâmetros na coxa lateral afetada—hiper-responsividade à dor por pressão (PPT, AUC 0,9075) e redução da sensibilidade à vibração (VDT, AUC 0,8638)—e um escore combinado PPT+VDT foi proposto como teste diagnóstico rápido para lipedema.
DOI:10.1101/2023.04.25.23289086 - SCR-LIP-000278 favoráveis
Em um estudo de composição corporal por DXA, o índice massa gorda das pernas/massa gorda total diferenciou pacientes com lipedema de controles em todos os estratos de IMC com AUC=0,90 (sensibilidade 0,95, especificidade 0,73 no ponto de corte 0,383), sendo proposto como uma ferramenta simples para auxiliar a excluir lipedema em casos duvidosos junto aos critérios clínicos, que os autores observam serem subjetivos e pouco confiáveis.
DOI:10.1159/000527138 - SCR-LIP-000280 favoráveis
Esta carta-resposta afirma que o lipedema é frequentemente subdiagnosticado e confundido com obesidade e linfedema (agravado pela semelhança fonética entre 'lipedema', 'lipidemia' e 'lipemia') e defende um corte diagnóstico ultrassonográfico que incorpora a espessura dérmica e do tecido subcutâneo (espessura subcutânea média na coxa de 20,9 mm no lipedema vs 12,67 mm nos controles).
DOI:10.1177/02683555211068953 - SCR-LIP-000284 favoráveis
Esta revisão narrativa descreve o lipedema como uma condição comum, mas raramente diagnosticada e frequentemente confundida com obesidade, enfatizando que o reconhecimento precoce baseado na tríade diagnóstica de dor espontânea, dor à pressão e tendência a hematomas é essencial para prevenir a progressão.
DOI:10.1556/oh.2008.28490 - SCR-LIP-000285 favoráveis
Uma revisão sistemática relatou que o lipedema é mal reconhecido clinicamente—apenas 46,2% de 251 consultores da Vascular Society of Great Britain and Ireland o reconheciam (Tiwari 2006)—e que estava ausente do MeSH/EMBASE e do ICD-WHO em 2012, enquanto a TC sem contraste apresentou sensibilidade de 95% e especificidade de 100% e o sinal do dorso do pé poupado (Stemmer negativo) ajuda a diferenciar lipedema de linfedema.
DOI:10.1111/j.1758-8111.2012.00045.x - SCR-LIP-000286 favoráveis
A espectroscopia de bioimpedância medindo a razão perna/braço de água extracelular (R0) distinguiu lipedema estágio 1 de controles pareados por IMC (p=0,01 para razão R0; p=0,007 para razão R1) e diferenciou lipedema da doença de Dercum (razão perna/braço menor no lipedema, p<0,001), indicando detecção não invasiva da doença em estágio precoce.
DOI:10.1089/lrb.2019.0011 - SCR-LIP-000287 favoráveis
Em um estudo caso-controle, portadores do alelo G do polimorfismo IL-6 rs1800795 apresentaram risco 5,92 vezes maior de lipedema (OR=5,92, IC95% 1,983–17,711, p<0,001), e índices de composição corporal por DXA (WHR reduzida 0,73 vs 0,79, maior FM% de membros inferiores 48,90% vs 42,55%) combinados com a análise genética foram propostos como ferramentas para o diagnóstico diferencial entre lipedema, obesidade de peso normal e obesidade.
DOI:10.26355/eurrev_202003_20690 - SCR-LIP-000288 favoráveis
Em uma coorte prospectiva de 138 pacientes com lipedema e 111 com linfedema, um algoritmo CART utilizando apenas três variáveis clínicas (hematomas, desproporção corporal e pés poupados) classificou lipedema versus linfedema com 100% de acurácia, e o tempo mediano do início dos sintomas até o diagnóstico foi marcadamente maior no lipedema (25,5 anos vs 12,1 anos no linfedema, p<0,0001).
DOI:10.23736/s0392-9590.25.05207-1 - SCR-LIP-000289 favoráveis
Em 50 pacientes com lipedema versus 50 controles, a linfografia com ICG mostrou fluxo linfático superficial mais lento (ICG atingiu a panturrilha superior em 8% vs 56%, p<0,0001), mais vasos linfáticos visualizados, maior intensidade de fluorescência em todos os níveis do membro, maior concentração de água cutânea nos pés (p=0,000189) e tecido subcutâneo mais rígido, demonstrando que essas medidas multimodais podem auxiliar no diagnóstico do lipedema, embora critérios diagnósticos precisos ainda exijam mais estudos.
DOI:10.1089/lrb.2022.0010
Claims contrários
- Nenhum indexado ainda.
Refinam / contexto
- SCR-LIP-000063 context
Em uma coorte de 191 pacientes do sexo feminino com lipedema de membros inferiores, a condição é descrita como 'frequentemente mal diagnosticada' e afetando aproximadamente 11% das mulheres, com o estudo focando nos resultados cirúrgicos da lipoaspiração assistida por ultrassom em vez de ferramentas de triagem.
Observational Study of Ultrasound-Assisted Liposuction for Lower Limb Lipedema on 191 Female Patients — Hersant et al. (2026) · Lipedema: A Relatively Common Disease with Extremely Common Misconceptions — Buck & Herbst (2016) · Lipedema: A Call to Action! — Buso et al. (2019) · Lipedema: Progress, Challenges, and the Road Ahead — Cifarelli (2025) - SCR-LIP-000067 refines
Uma revisão sistemática de 20 estudos identificou 13 ferramentas diferentes de imagem e medição usadas para quantificar características do lipedema, mas encontrou falta de consistência em protocolos, locais de medição e análise de desfechos, com relatos climétricos limitados de coortes pequenas e heterogêneas, impedindo a recomendação de qualquer ferramenta única para a prática clínica.
Assessment Tools to Quantify the Physical Aspects of Lipedema: A Systematic Review — Eason et al. (2025) · Diagnostic imaging in lipedema: A systematic review — van la Parra et al. (2024) - SCR-LIP-000279 context
Este editorial que comenta Crescenzi et al. (2023) enfatiza a carência de biomarcadores confiáveis do lipedema e destaca a linfangiografia por RM 3T não contrastada—que revela edema do tecido adiposo subcutâneo e aumento da carga linfática—como biomarcador de imagem promissor que poderia auxiliar no diagnóstico diferencial entre lipedema e obesidade, ressaltando que tamanhos amostrais pequenos limitam a evidência atual.
DOI:10.1002/jmri.28400 - SCR-LIP-000281 context
Em um estudo transversal por questionário online, pacientes com lipedema relataram com maior frequência hipermobilidade (44% na vida adulta, ~60% na infância), dor articular e sintomas multissistêmicos do que pacientes com linfedema, e os autores observam que o lipedema permanece subdiagnosticado e deveria ser reconceituado como uma doença sistêmica do tecido conectivo.
DOI:10.3390/jcm14207195 - SCR-LIP-000282 context
Uma revisão sistemática da pesquisa molecular e celular do lipedema estimou a prevalência mundial em cerca de 11% entre mulheres, observando que esse valor é ampliado pelo subdiagnóstico e por limitações diagnósticas reconhecidas, mas a revisão focou na biologia molecular e não avaliou ferramentas de triagem.
DOI:10.3390/jpm13010098 - SCR-LIP-000283 context
Em uma coorte de 83 mulheres com diagnóstico clínico de lipedema, os sintomas começaram em média aos 20,4 anos, mas o diagnóstico ocorreu em média aos 46,5 anos, indicando atraso diagnóstico médio de 26,1 anos, enquanto a linfocintilografia mostrou alterações linfáticas em 47% das pacientes em todos os estágios clínicos.
DOI:10.1016/j.remn.2018.06.008
Maior incerteza
A afirmação mais forte — que o lipedema é subdiagnosticado — baseia-se em grande parte em evidências de baixo a muito baixo nível (inquéritos transversais, revisões narrativas, opinião de especialistas) mais algumas revisões sistemáticas/coortes de nível moderado; nenhum estudo epidemiológico de alto nível quantifica a verdadeira prevalência populacional versus prevalência diagnosticada, de modo que o tamanho da lacuna de subdiagnóstico permanece incerto e os números de prevalência (~10–20%) podem estar inflados por imprecisão diagnóstica. Quanto às ferramentas de triagem, nenhum instrumento foi validado prospectivamente em grandes coortes independentes; as acurácias relatadas (ex., CART 100%, AUCs ~0,86–0,90) estão em fase de derivação/na amostra, a sensibilidade frequentemente é baixa (questionário 0,46), os protocolos são heterogêneos, e a ausência de um biomarcador padrão-referência significa que toda 'acurácia' é comparada com diagnóstico clínico subjetivo. Se a triagem realmente reduz o atraso diagnóstico ou melhora os desfechos dos pacientes não foi demonstrado.
Histórico de versões
- SQ-LIP-000004 · v1.5 — 2026-06-02 — Resposta recompilada após curadoria humana dos claims. · ver esta versão
- SQ-LIP-000004 · v1.4 — 2026-05-31 — Esta atualização acrescentou numerosas modalidades candidatas de diagnóstico/triagem (escore PPT+VDT por teste sensorial quantitativo, índice de distribuição de gordura por DXA, espectroscopia de bioimpedância, pontos de corte de espessura por ultrassom, TC sem contraste, linfangiografia por ICG e RM, genotipagem de IL-6 e um classificador CART de 3 variáveis com 100% de acurácia), além de documentação mais robusta de longos atrasos diagnósticos (~25–26 anos) e baixo reconhecimento clínico (46,2% dos cirurgiões vasculares do Reino Unido), reforçando o subdiagnóstico e ampliando o conjunto de ferramentas ainda não validadas. · ver esta versão
- SQ-LIP-000004 · v1.3 — 2026-05-31 — Resposta recompilada após curadoria humana dos claims. · ver esta versão
- SQ-LIP-000004 · v1.2 — 2026-05-31 — Esta atualização expandiu substancialmente a base de evidências com a adição de múltiplos novos estudos de suporte—incluindo grandes coortes espanholas (1069 e 1803 pacientes), um estudo de clínica especializada na Arábia Saudita, uma pesquisa com médicos turcos, duas revisões sistemáticas sobre ferramentas de imagem e medição, uma revisão sistemática de 61 estudos confirmando subdiagnóstico crônico, diretrizes holandesas recomendando um conjunto mínimo de medidas clínicas e várias revisões narrativas adicionais—fortalecendo coletivamente a conclusão de que o lipedema é subdiagnosticado em diversos contextos geográficos e clínicos, ao mesmo tempo em que refina a avaliação das ferramentas de triagem ao documentar sua inconsistência e falta de validação prospectiva. · ver esta versão
- SQ-LIP-000004 · v1.1 — 2026-05-31 — Esta atualização adicionou duas novas evidências: uma revisão narrativa de 2026 que chama explicitamente à triagem sistemática do lipedema para evitar erros de classificação em pesquisas sobre dor e inflamação, e uma coorte cirúrgica de 2026 que corrobora o subdiagnóstico ao descrever o lipedema como 'frequentemente mal diagnosticado' e citar prevalência de ~11%, embora nenhum dos estudos aborde a validação de ferramentas de triagem. · ver esta versão
- SQ-LIP-000004 · v1.0 — 2026-05-30 — índice fundador (27 claims) · ver esta versão
Referências principais
DOI:10.1177/02683555211002340 · DOI:10.1590/1677-5449.200114 · DOI:10.1590/1677-5449.200049 · DOI:10.36557/2674-8169.2026v8n2p869-884 · DOI:10.1097/prs.0000000000012217 · DOI:10.1097/gox.0000000000001043 · DOI:10.1002/oby.22597 · DOI:10.1111/obr.13953 · DOI:10.1097/gox.0000000000006173 · DOI:10.1177/02683555251332998 · DOI:10.3390/biomedicines13123049 · DOI:10.3390/ijerph20176647 · DOI:10.1089/lrb.2024.0102 · DOI:10.1111/obr.13648 · DOI:10.1177/0268355516639421 · DOI:10.3238/arztebl.2020.0396 · DOI:10.1055/a-2530-5875 · DOI:10.1111/iwj.12949 · DOI:10.1016/j.bjps.2023.05.056 · DOI:10.1111/ijd.70227 · DOI:10.1590/1677-5449.202101981 · DOI:10.1007/s00266-025-05192-1 · DOI:10.1101/2023.04.25.23289086 · DOI:10.1159/000527138 · DOI:10.1002/jmri.28400 · DOI:10.1177/02683555211068953 · DOI:10.3390/jcm14207195 · DOI:10.3390/jpm13010098 · DOI:10.1016/j.remn.2018.06.008 · DOI:10.1556/oh.2008.28490